quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FESTAS DE SANTA MÔNICA E SANTO AGOSTINHO 2016



FESTAS DE SANTA MÔNICA
E
SANTO AGOSTINHO 2016

DIA 24 às 18h30 as procissões saem das comunidades Santo Agostinho e Santa Mônica;

Às 19h Encontro das procissões na antiga prefeitura

Às 19h30 – Missa na Matriz


SANTA MÔNICA
25 às 19h30
Missa na Com. Santa Mônica 
– Pe. Geraldo
26 às 19h30
Missa na Com. Santa Mônica 
– Pe. Jandeilson
27 às 19h30
Missa na Com. Santa Mônica 
– Pe. Carlos


 SANTO AGOSTINHO
28 às 19h30
Missa na Com. Santo Agostinho 
 – Pe. Geraldo
29 às 19h30
Missa na Com. Santo Agostinho
-  D. Lucena
30 às 19h30
Missa na Com. Santo Agostinho 
 – Pe. Carlos
31 às 19h30
Missa na Com. Santo Agostinho 
– Pe. Geraldo

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A importância dos Grupos de Oração - RCC

O grupo de oração, intitulado também de reunião de oração, tem levado pessoas de todas as faixas etárias a descobrir um Deus que ama a todos e é Uno e Trino; é Todo Poderoso, o Deus do impossível; chama a santidade, acolhe cada um do jeito que é, mas exige a radicalidade de uma vida nova. Um Deus que se encarnou e por todos deu sua vida, ressuscitou, está nos céus, mas também acompanha cada pessoa no dia a dia. Ele sustenta os seus através da Pessoa do Espírito Santo, ilumina e conduz na missão.

Através das pregações e formações nos grupos de oração - os participantes são instruídos:
a adorar unicamente a Deus, a reviverem continuamente o Pentecostes em sua vida, a descobrir os dons e carismas do Espírito Santo e colocá-los a serviço da comunidade; a experimentarem o amor de Deus, a buscar Jesus no Santíssimo Sacramento, amor e participação na Santa Missa dominical, buscar a confissão frequentemente, amor a Santíssima Virgem Maria, oração pessoal diária, leitura diária da Palavra de Deus e meditação, namoro santo, casto; conhecer melhor a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana como a única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo; amor, respeito e obediência aos sacerdotes, aos pais e a todos os que foram constituídos na liderança.

Proporciona:
uma descoberta ou avivamento da fé católica; conhecer a vida dos santos para imitarem seus exemplos de vida; aprender a valorizar a família ou o matrimônio; a rezar pelas necessidades do mundo e promover campanhas caritativas; ampliar os círculos de amizade e de irmãos com quem podem contar, mas também servir.

Tomam conhecimento:
do quanto as forças do maligno estão a rodear suas vidas e precisam vencê-las pela fé, dizer não e odiar o pecado, revestir-se da armadura de Deus, da couraça da justiça, do escudo da fé, do capacete da salvação e da espada do Espírito (Ef 6, 11-17)

Ser Renovação Carismática Católica, membro de grupos/reunião de oração é um jeito de ser Igreja e os que dela/es participam - crescem e recebem uma boa formação na fé. É uma grande escola de oração e de formação. Oxalá os demais leigos recebessem tantas formações quanto se recebe através da RCC. Vale a pena e tem minha recomendação.

Pe. José Carlos de Gois,
(Cônego Regular Lateranense)


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Após a missa de encerramento, dia 20, 
teremos show com Gilvaniza Maia e Banda

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dom Lucena é Nomeado Bispo de Nazaré da Mata


Nesta quarta feira (13 de julho) amanhecemos com a notícia da transferência de Dom Lucena. Ele deixa nossa diocese de Guarabira e já é o bispo nomeado da Diocese de Nazaré da Mata-PE.

Um bispo é transferido sempre que o Papa julga necessária a presença dele noutra diocese, assim como os padres são transferidos sempre que o bispo julga necessário para ele um novo pastoreio.

Como isso acontece?
O bispo é contactado pelo Núncio Apostólico (embaixador do Papa no Brasil) e o Núncio anuncia uma nova missão para o referido bispo; pede sigilo até o momento em que o Papa, lá em Roma, anuncie sua transferência no dia tal. Tendo sido anunciado em Roma, o Bispo pode se pronunciar. Isso significa que Dom Lucena já sabia de sua transferência há algum tempo, assim como os bispos do Regional Nordeste II e o atual administrador da Diocese de Nazaré da  Mata-PE, no entanto, precisaram guardar segredo.

Dom Lucena continuará em nossa diocese de Guarabira-PB até o dia 18/09/2016 e, na condição de Administrador Diocesano as suas funções continuará praticamente a mesma. Com a saída dele, o Papa anunciará se a Diocese de Guarabira vai receber um administrador Diocesano (outro bispo interino até a nomeação do novo bispo) ou os próprios padres escolhem entre si um administrador diocesano até a chegada do novo bispo.

A diocese de Guarabira já teve administrador diocesano durante a vacância (sem bispo) entre Dom Marcelo e Dom Antônio Muniz e já teve um Administrador Apostólico entre Dom Antônio Muniz e Dom Lucena. Certamente com a saída de Dom Lucena, a diocese terá um Administrador Diocesano, haja visto a tranquilidade que permeia toda a diocese.

Pe. José Carlos de Góis, CRL



terça-feira, 12 de julho de 2016

Dízimo na Matriz

Alguns dos investimentos na Matriz
 frutos do dízimo


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Dom Aldo Pagotto renúncia ao cargo de arcebispo da Paraíba!


Carta de Dom Aldo
Teve pedido de RENÚNCIA aceito pelo Papa Francisco
Carta aberta aos Irmãos Bispos do Regional NE 2 da CNBB, ao Clero e ao Povo de Deus da Igreja Particular da Paraíba.
Invocando o santo nome de Deus Uno e Trino, coloco-me sob a proteção da Imaculada Virgem Maria e, em espírito de oração, discernimento e obediência, apresentei ao Santo Padre, o Papa Francisco, o meu pedido de renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese da Paraíba. Cito sumariamente alguns fatores que me obrigam a tal atitude.
1. Ao longo de 12 anos, preposto ao governo pastoral desta Arquidiocese, tentei desenvolver a missão evangelizadora e pastoral que o Senhor me confiou junto ao Clero, aos cristãos fieis, às autoridades constitucionais e às lideranças institucionais, seguindo o lema: “Há um só Corpo e um só Espírito” (Ef 4, 4).
- Minha intenção sempre se voltou à promoção da comunhão na caridade, tentando participar de forma proativa na edificação da Igreja fraterna e solidária, e da construção da sociedade com inclusão e justiça social.
- Tentei doar o melhor de mim mesmo, não obstante as sérias limitações de saúde, ademais das repercussões no equilíbrio emocional, causadas pela constante necessidade de superar conflitos inevitáveis, advindos de reações ao meu modo de ser e de agir.
2. Tomei decisões enérgicas e inadiáveis em relação à reorganização da administração, finanças e recuperação do patrimônio da Arquidiocese, sempre em sintonia com o nosso ecônomo. Embora tenha sido exitoso, desinstalei e desagradei muita gente, por razões facilmente presumíveis.
- Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia.
- Tomei posições assertivas diante de políticas públicas estruturais em vista do desenvolvimento integral de nossa gente e de nossa terra. Evitei “ficar em cima de muro”. Foi inevitável acolher reações e interpretações diferentes, independente de minha reta intenção de não me imiscuir na esfera político-partidária, e jamais almejar algum poder de ordem temporal.
3. Não tardaram retaliações internas e externas, ademais da instauração de um clima de desestabilização urdida por grupos de pressão, incluindo os que se denominaram “padres anônimos”, escudados no sigilo da fonte de informações, obtendo ampla cobertura num jornal. Matérias sobre a vida da Igreja da Paraíba, descritas em forma unilateral, distorcida, provocatória, foram periodicamente veiculadas, seguidas de comentários arbitrários por várias redes sociais.
- A exemplo, um blog divulgou carta difamatória, envolvendo o arcebispo e vários sacerdotes, arbitrariamente expostos ao escárnio público. As redes sociais encarregaram-se de espalhar comentários peregrinos e duvidosos. A presumida autora da carta responde em foro criminal.
4. A ideia obsessiva espalhada intenciona afirmar à fina força que o clero esteja dividido, que o governo da Arquidiocese esteja desestabilizado, e que, nesse contexto, o arcebispo perdeu a capacidade de coordenação e, por fim, não vale à pena ordenar padres numa igreja dividida.
5. Esse sucinto relato sobre fatos amplia-se em relatórios que eu enviei à Nunciatura Apostólica no Brasil e às demais instâncias da Santa Sé, como pedido de compreensão e ajuda, porquanto eu não tenha nada a esconder. Sabe-se que outro dossiê foi enviado às mesmas instâncias, por parte de membros do Clero e de leigos.
6. Por tanto tumulto, embora eu esteja sofrendo muito, permito-me afirmar que conservo a minha consciência em paz. Sempre estarei disposto a corrigir rumos, a reorientar passos, a confirmar êxitos alcançados, contando com a graça de Deus e também com a efetiva presença de bons padres, religiosos presbíteros e de bons leigos e leigas, qualificados como forças vivas de nossa amada Igreja Particular da Paraíba.
7. Auto-elogio e passividade não fazem parte do meu feitio. Deus sabe o que faz e o tempo é juiz da história. Minha nonna (avó) dizia: “quando alguém te caluniar e tentar destruir tua vida, tua resposta seja o silêncio e mais trabalho, não se rebaixando ao nível mesquinho do espírito da treva”.
8. Passo por duras provações, sentindo a frustração de alguns sonhos que, entanto, entrego nas mãos de Deus. Que a minha vida seja para a maior glória de Deus, não para a busca de mim mesmo e de outros interesses que não provenham do Senhor. Comigo sofrem muitas pessoas e comunidades. Todos esperam em Deus que tem saídas inesperadas para os impasses criados. Não há mal do qual Deus não tire um bem maior!
- Penso que eu não tenha o direito de provocar ou de prolongar sofrimentos ainda maiores, especialmente aos jovens que esperam servir a Deus na vida sacerdotal nesta Igreja da Paraíba que tanto nós todos amamos.
9. Creio que o melhor, pelo momento, para a Igreja Universal e para a Igreja Particular da Paraíba, seja a minha renúncia. Ante o desgaste enfrentado, sinto-me no dever de evitar comprometer a Unidade na Caridade, a expressão característica e essencial da Igreja de Jesus Cristo.
- Sinto-me fortalecido na fé, cultivando a espiritualidade eucarística e marial. O Senhor é meu Pastor. Ele não me faltará (Sl 23). Ele me dará forças, sustentar-me-á ao longo das provações, impulsionando-me a fazer o dom de mim mesmo para a continuidade da missão que Ele ainda me confia. Há muitos espaços e oportunidades. Estou disposto a buscá-los, pedindo a Deus que me mostre o lugar onde eu possa ser útil, a começar pela minha Congregação do Santíssimo Sacramento, que eu tanto amo.
10. Deixo registrado o meu pedido sincero de perdão às pessoas a quem eu tenha feito sofrer, voluntária ou involuntariamente. Cometi erros, acertei passos, estou disposto a caminhar com quem queira caminhar, construindo dias melhores para todos, superando o apego a cargos, títulos, privilégios.
- Peço perdão a Deus e perdôo os que me fizeram sofrer muito. Não há nada de oculto que um dia não venha a ser revelado e proclamado pelos tetos. Nem devemos temer quem mata o corpo, mas não o espírito (Lc 12, 1-4).
11. Passo, em obediência, o comando da Arquidiocese para um Irmão mais jovem, com forças, coragem e capacidade para tomar rumos acertados, mostrados pelo Pai de amor e misericórdia, o Senhor da vida!
- Sigo o exemplo de SS. o Papa Bento XVI, dando o espaço àquele que Deus enviar para o bem de sua Igreja.
12. Sirvo-me, pois, da 2ª Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor. 4, 1 ss) para expressar meus sentimentos e auspícios: “Detentores desse ministério, nós não perdemos a coragem. Dissemos não aos procedimentos secretos e vergonhosos. Conduzimo-nos sem duplicidade e não falsificamos a Palavra de Deus” (...) “Não é a nós mesmos, mas a Jesus Cristo Senhor que nós proclamamos. Mas este tesouro nós o guardamos em vasos de argila, para que o poder incomparável seja de Deus e não nosso. Pressionados de todos os lados, não somos esmagados; em impasses, nós conseguimos passar; perseguidos, mas não alcançados; prostrados por terra, mas não liquidados. Sem cessar trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja manifestada em nosso corpo”.
13. Oro e desejo de todo o meu coração que a Igreja Particular da Paraíba prospere na ação evangelizadora e pastoral, seja fecunda na promoção da unidade interna e das obras de apostolado externo, abençoado por Nosso Senhor e por Nossa Senhora das Neves, nossa padroeira.
- Que cresça sempre mais em qualidade e em número de cristãos fiéis, que dêem testemunho do Evangelho de Jesus, pela palavra e pelos exemplos de vida, vivida na unidade e no amor. Em tudo, amar e servir, unidos a Nosso Senhor, qual ramos à videira, para que se produzam muitos frutos (cf. Jo 15, 1s).
- Deixo o território material da Paraíba. Espiritualmente, porém, a pequenina gigante, a Paraíba, nunca sairá do meu coração, agradecido pelo muito que aprendi com o espírito guerreiro, hospitaleiro e amoroso de nossa gente.
- Deixo a todos e todas, além de minha constante prece, um forte abraço, um beijo no coração e as saudades jamais saciadas, na esperança de quando em vez voltar para visitar as mil amizades sinceras e fraternas, a quem agradeço e a quem eu quero bem de verdade.
João Pessoa (PB), 6 de julho de 2016
+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Emérito da Paraíba

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A intercessão dos santos


Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.

A Doutrina
Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina: "Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade." (CaIC 956)
Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.

Objeções
Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais:
1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.
Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1Tim 2,5 onde lemos: "Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus". Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.
Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: "Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade."
No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.
A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: "Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos."(Rom 5,19)
Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.
2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência
Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: "Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida" (Ecl. 9,5) e ainda "Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria" (Ecl. 9,10).
Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da ‘dormição’ ou ‘inconsciência’ dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem "dormindo" e nem "inconscientes" (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.
A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:
"Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos" (Prov 9,18)
"O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos" (Prov 15,24)
Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a "morada dos mortos?. As expressões ?morada dos mortos? ou ?região dos mortos? fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.
Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos ‘não há mais recompensa’, ‘não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria’, refere-se unicamente ao infortúnio que existe ‘na região dos mortos, para onde’ eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.
Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.

3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes
São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:
·         São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: "Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Col 1,24)
·         São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: "assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro" (Rom 12,5)
·         São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: "Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja" (Col 1,18)
Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.
Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.
Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.
Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:
"Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor" (Dt 18, 9-14) (grifos nossos).
"Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (...) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte" (Lev 20, 6 - 27). (grifos nossos).
Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.
A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.
Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para ‘bater um papo’ a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores, logo, quem atende aos nossos pedidos é Deus.
Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.

5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos
Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos: "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.  E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?  Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos" (Ap 6,9-11).
No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: ‘mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra’.  Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:
"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.? (Ap 8,4).
Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.
No livro do profeta Jeremias lemos:
"Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1).
No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?

O Testemunho dos primeiros cristãos
Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:
"O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração" (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).
"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos" (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
"Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
"Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
"Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)
"Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (...) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (...) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)
"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a  misericórdia e a fé" (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).

Conclusão
Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

COMO SE FAZ UM SANTO?

Histórico e etapas para que alguém seja reconhecido santo

Nos primeiros três séculos o fato de uma pessoa ser martirizada era suficiente para que se prestasse culto a ela. Era o tempo das perseguições. Ser cristão muitas vezes significava correr risco de vida. Homenagear os mártires era um sentimento espontâneo nas pequenas comunidades de fiéis, pois haviam testemunhado o martírio e comprovado o seu ato supremo de amor a Deus. Mesmo assim era necessário que a autoridade eclesiástica, o bispo, autorizasse tal culto.  Com o passar do tempo e a diminuição das perseguições, começou-se a venerar não só os mártires, mas também os chamados confessores, pessoas que defenderam com firmeza a fé, mas sobreviveram à perseguição, e também aqueles que se distinguiram pelo trabalho apostólico e pelas virtudes heróicas. Obviamente, com o crescimento das comunidades e complexidade na organização da Igreja, ocorreu uma evolução ao longo dos séculos no modo de se constatar a santidade dessas pessoas, até que no século XIII esse exame passou a ter características bem determinadas de um verdadeiro processo jurídico. Atualmente têm-se canonizado crianças, jovens, famílias... Reconhecimento da Igreja que a santidade não está restrita ao clero e vida religiosa, mas todos podem ser santos. Desta forma, todas as pessoas podem se espelhar num santo familiar, com história e vida parecida e ter a certeza que também pode ser santo apesar das dificuldades.
           
COMO SE FAZ UM SANTO?
Duas estradas podem levar à santidade: a do martírio e a das virtudes. Depois de ser provado que o candidato preenche os dois principais requisitos exigidos pelo Vaticano para ser alçado ao panteão dos santos católicos: ter levado uma vida virtuosa e realizado, ao menos, dois milagres – reconhecidos pela Igreja e pela ciência, é, dada à palavra final pelo papa, após consultas a bispos e cardeais.

PRIMEIRA FASE – SERVO DE DEUS
Um processo de canonização só pode ser aberto pelo bispo da diocese em que a pessoa viveu, cinco anos após a morte do candidato. Instalado o processo, ele é alçado ao status de servo de Deus. Um postulador, espécie de "advogado" do santo, é designado pela diocese para defender sua causa. O Vaticano, por sua vez, designa o "advogado do diabo", responsável por apontar eventuais falhas no processo.

 SEGUNDA FASE - VENERÁVEL
Venerável é um epíteto ou título canônico utilizado em várias igrejas cristãs que equivale a respeitável ou digno de estima e honra. Neste momento, o postulador precisa provar a teólogos, historiadores e cardeais do Vaticano que o candidato viveu de forma exemplar as virtudes cristãs ou que morreu em defesa da fé. Se as virtudes ou o martírio forem comprovados, o candidato ganha o título de venerável.

TERCEIRA FASE - BEATO
Do Latim beatus, abençoado, pelo termo grego μακαριος, makarios. É o ato de atribuir o estatuto de Beato a alguém. É o reconhecimento feito pela Igreja de que a pessoa a quem é atribuída se encontra no  estado de beatitude, e pode interceder por aqueles que lhe recorrem em oração.
Os mártires veneráveis só precisam aguardar os trâmites burocráticos para serem nomeados beatos. Os demais ainda precisam provar que realizaram um milagre. A confirmação passa pelo crivo de médicos e teólogos do Vaticano.

ÚLTIMA FASE-SANTO
Canonizado, termo utilizado pela Igreja Católica e que diz respeito ao ato de atribuir o estatuto de Santo a alguém que já era Beato. Para que o beato vire santo, é necessário que se comprove que ele realizou um segundo milagre – e que esse milagre ocorreu depois de sua beatificação. Isso comprovado, o candidato alcança a santidade.

CUSTO DE UM PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

Só para confirmar o segundo milagre de frei Galvão que o elevou ao reconhecimento como santo genuinamente brasileiro, a freira postuladora calculou ter gastado 55.000 euros, entre viagens a Roma, exames, consultas médicas e tradução de documentos. 
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Parte de um trabalho escolar feito por Pe. José Carlos de Góis, crl, durante o curso de teologia.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

AVISOS PAROQUIAIS

Avisos Paroquiais

Confissões e Aconselhamento na Secretaria Paroquial – Terça-feira a Sexta-feira, das 08h às 11h ou em outro horário, conforme combine com o padre.

Encomendação dos defuntos - Avisem o quanto antes

Unção e Confissão dos Enfermos - Prioridade - Mas não precisa esperar que estejam agonizando

Toda Quinta-feira - Adoração Eucarística na Matriz das 8h às 17h; 19h às 19h30.

Todo domingo, programa Família Esperança, Radio Integração do Brejo am 680, das 16h às 18h

26/5/2016 – Quinta-feira Corpus Christi
07h30 –Missa e procissão na Matriz
15h30 – Missa no Setor N. Sra. de Guadalupe
16h00 – Missa no Abrigo Menino Jesus
19h30 -Missa e procissão na Com. Sagrada F
19h30 -Missa e procissão na Com. S. João

27 de maio – Chegada da Réplica da Imagem de Nossa Senhora Aparecida em Nossa Paróquia. Todos são convidados a recepcionarem a imagem na Rádio Integração às 18h30. Missa na Matriz as 19h30

28 de maio - Encontro em Guarabira para Lideranças de grupos Jovens. Atrás da catedral. 8h30 da manhã, Centro Pastoral Dom Marcelo.

27 a 29 de maio – Retiro Mariano no APL (Polo). Inicio as 19h30 com Santa Missa

01º a 13 de junho, trezena de Sto Antônio

Doe alimentos não perecíveis – Muitos pobres tem vindo a Esta Igreja pedir alimentos. Deixar na Secretaria Paroquial ou com o Sacristão Luciano


Seja Fiel a Deus. Seja um dizimista



terça-feira, 29 de março de 2016

CURSO PARA PAIS E PADRINHOS - BATISMO

ENCONTRO DE CATEQUESE PARA O BATISMO

1º SÁBADO
HORÁRIO
COMUNIDADE
15:00
Santo Agostinho

1º DOMINGO
HORÁRIO
COMUNIDADE
08:00 às 10:00
Santa Mônica
14:00 às 17:00
São João Batista

2º DOMINGO
HORÁRIO
COMUNIDADE
13:00 às 17:00
Ave Maria
13:00 às 17:00
Sagrada Família

3º DOMINGO
HORÁRIO
COMUNIDADE
13:30 às 17:00
São José

4º DOMINGO
HORÁRIO
COMUNIDADE
14:00 às 16:00
Matriz

OBSERVAÇÕES: Os padrinhos e madrinhas deverão ter idade acima de 16 anos, sejam batizados e crismados, casados no religioso ou solteiros sem conviver conjugalmente com ninguém, participem da Igreja e, de preferência, residam na mesma cidade do afilhado (a).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Diocese de Guarabira ganhou três novos padres

O bispo diocesano de Guarabira, Dom Lucena,
ordenou três novos padres na tarde do domingo 31 de janeiro de 2016

Pe. Alípio, natural da Cidade de Cacimba de Dentro
Pe. Ricardo, Natural da Cidade de Dona Inês
Pe. Josinaldo, natural da Cidade de Casserengue.


Muitos padres,  religiosos e fiéis marcaram presença na Catedral Nossa Senhora da Luz


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Não percam a esperança, diz Papa para Jubileu dos Adolescentes

Não percam a esperança, diz Papa para Jubileu dos Adolescentes

Por Rádio Vaticano
Em sua mensagem ao Jubileu da Misericórdia dos Adolescentes, divulgada nesta quinta-feira (14/01), o Papa Francisco voltou a reforçar que o Jubileu é para todos, sem distinção, e fez um convite aos jovens que vivem em áreas de conflitos ou de extrema pobreza a continuar contra a corrente. “Não acrediteis nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construam novas amizades.”
Entre as novidades deste Ano Santo da Misericórdia, está o Jubileu dos Adolescentes, que será celebrado nos dias 23 e 24 de abril e voltado à faixa etária dos 13 aos 16 anos de idade.
Para todos
Com o tema “Crescer misericordiosos como o Pai”, em sua mensagem, o Papa Francisco destaca que “não há fronteiras nem distâncias que possam impedir a misericórdia do Pai de nos alcançar, tornando-se presente no meio de nós”. O Santo Padre lembra ainda aos adolescentes que a Porta Santa está aberta em Roma e em todas as dioceses do mundo.
Aos jovens, Francisco explica que o Jubileu é um período santo de reflexão e de descoberta. “Viver como irmãos – diz o Papa – é uma grande festa, a mais bela que se pode sonhar, a festa sem fim que Jesus nos ensinou a cantar através do seu Espírito.”
Sejam corajosos
Segundo o Pontífice, o tema escolhido para o Jubileu dos Adolescentes é também uma oração da Igreja aos jovens de todo o mundo. “Crescer misericordiosos significa aprender a ser corajosos no amor prático e desinteressado, significa tornar-se grande tanto no aspecto físico, como no íntimo de cada um. Estejam preparados para tornarem-se cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz”, afirma o Papa.
Francisco reconhece, no entanto, o período de mudanças que ocorre na vida dos adolescentes. Apesar disso, ele pede a eles que “permaneçam firmes no caminho da fé, com esperança no Senhor”. “Com Ele – ressalta o Pontífice -, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostem nos grandes ideais, nas coisas grandes.”
Guerra e pobreza
Aos adolescentes que vivem em áreas de conflitos, de guerras e de extrema pobreza, o Papa pede para que não percam a esperança. “O Senhor – ressalta Francisco – tem um grande sonho a realizar juntamente com vocês. Os amigos da mesma idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as suas, lembram-se de vocês e comprometem-se para que a paz e a justiça possam pertencer a todos.”
Reflexão e atitude
Para participar do Jubileu dos Adolescentes, o Santo Padre faz um apelo aos jovens para que preparem o coração e a mente, e meditem os desejos entregues a Jesus no Sacramento da Reconciliação e na Eucaristia.
“Quando passarem pela Porta Santa – destaca o Papa Francisco -, lembrem de que vocês se comprometem a santificar suas vidas e a se alimentarem do Evangelho e da Eucaristia, que são a Palavra e o Pão da vida, para que possam construir um mundo mais justo e fraterno.”
No espírito da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), em Roma, uma programação especial está sendo preparada para os adolescentes inscritos para participar das celebrações do Jubileu nos dias 23 e 24 de abril, como o Sacramento da Reconciliação e a passagem pela Porta Santa, além da missa com o Papa Francisco na Praça São Pedro.
Por Rádio Vaticano