sábado, 24 de setembro de 2011

A Fábula do Porco-espinho.

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.  

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Símbolos da JMJ são acolhidos por mais de 100 mil em São Paulo .



“Queridos jovens sintam-se todos convidados a participar deste grande evento de peregrinação que está movimentando a Igreja e o Brasil inteiro. Lembrem-se, vocês são os protagonistas desta bonita festa que é o símbolo maior de nossa fé. Bem-vindos à Jornada Mundial da Juventude”.
Com essas palavras o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, convidou os mais de 100 mil que lotaram o Campo de Marte (SP), para assistir as atrações musicais e participar da missa de acolhida da Cruz e Ícone de Nossa Senhora, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que chegou ontem, 18, em São Paulo para sua peregrinação de dois anos pelas dioceses do país.
O evento, intitulado Bote Fé, aconteceu das 9h às 21h, contou com a presença de cardeis, arcebispos, bispos, padres, representantes do Governo Federal, Estadual e Municipal, de paróquias, comunidades, grupos de jovens, além de 1100 voluntários de apoio e centenas de ministros extraordinários da comunhão.
Depois de seguirem pela cidade em carro aberto, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora chegaram ao Campo de Marte, às 16h, no início da missa, ponto alto das festividades de acolhida dos símbolos. Após passar por um corredor, formado no meio da multidão, os símbolos foram postos no altar, levando ao delírio os 100 mil presentes.
O núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, explicou que a Cruz não é um simples objeto de madeira, mas “Cristo que passa”. Ele também destacou o ardor missionário que deve caracterizar a peregrinação. “Nosso redentor nos chama a uma nova aurora de fidelidade à missão que temos recebido de difundir a fé pelos quatro cantos da nossa querida nação brasileira. Por isso, não guarde a felicidade de Cristo apenas para você, comunique aos outros a alegria de nosso Pai. O mundo necessita do testemunho de Deus. Penso que a presença de todos aqui, nesse momento, é a prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja”, disse dom Lorenzo.

A missa
A missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelo núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri; pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e secretário geral, respectivamente, cardeal Raymundo Damasceno Assis e dom Leonardo Steiner; pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, e pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro, além de dezenas de outros bispos e padres de todo o país.
Dom Odilo, em sua homilia, afirmou que, através da cruz, Cristo se colocou ao lado do homem, se fez servo de todos, padeceu com eles para se fazer presente em suas angústias. “A cruz é o símbolo de quem entrega a vida pelos que ama. Mesmo aqueles que não o conhecem ou rejeitam o Seu amor. No nosso batismo somos assinalados com o sinal da cruz, colocamos um crucifixo também nas nossas Igrejas, nas nossas casas, no trabalho. É o sinal da nossa pertença a Cristo”, disse.
O presidente da CNBB se disse “muito feliz” com a quantidade de jovens que atenderam ao chamado da Igreja e lotaram o Campo de Marte, escolhido para receber os símbolos da JMJ. “A CNBB fica muito feliz com o número tão significativo de jovens presentes neste primeiro ato da Jornada Mundial da Juventude, que é a acolhida da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. A Conferência dos Bispos é grata ao Santo Padre por ter designado ao Brasil a honra de ser sede de mais um evento eclesial mundial, que é a JMJ. Nós desejamos que de fato o tema escolhido pelo papa, ‘Ide e fazeis discípulos em todos os povos’, seja de fato um compromisso, uma convocação para todos os jovens, para que eles sejam verdadeiramente apóstolos dos próprios jovens”, frisou o cardeal.
“Nós esperamos que venha mais de um milhão de jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude. Na verdade estamos esperando entre três e quatro milhões de pessoas de todo o mundo. Estamos em contato com todas as esferas do governo (Federal, Estadual e Municipal). Muito provavelmente vai se constituir uma comissão entre o Governo Federal e a CNBB em relação à Jornada Mundial da Juventude”, explicou o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, sobre os inícios de trabalho para a próxima JMJ.
Juventude
Dom Leonardo destacou ainda a importância de apresentar os valores do Evangelho aos jovens. “Todo jovem sonha, busca e quer um fundamento para a sua vida. A Igreja tem esse fundamento, que é o Evangelho de Jesus Cristo. Então, os jovens, quando tocados em seus profundos sentimentos, aceitam esses valores, que não são valores apenas morais. São valores que ajudam a orientar uma vida e criam relações novas entre os próprios jovens, com a própria Igreja e com a sociedade. Espero que a Jornada Mundial da Juventude desperte os nossos jovens para esta realidade tão grandiosa e os ajude a redescobrir a grandeza e a beleza do Evangelho de Jesus Cristo”.
* A quantidade de público total foi estipulada, em conjunto, pela Prefeitura da São Paulo, Aeronáutica e Polícia Militar de São Paulo


Fonte: CNBB 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lixão de Solânea



 Três dias por semana (Segunda, quarta e sexta)o lixo é recolhido na cidade de Solânea e é levado para o lixão que fica entre a cidade de Solânea e Cacimba de Dentro. Quem vem de Cacimba de Dentro consegue ver o depósito de lixo há quilômetros de distância. 
O lixo é depositado e não passa por nenhuma espécie de seleção ou aterro. Simplesmente um trator empurra o lixo.
Estas fotos foram retiradas de dentro do carro, é que o depósito de lixo fica realmente na beira do asfalto.
Abaixo do lixão se encontra vários açudes - certamente contaminados.

Para evitar muito lixo depositado a céu aberto e de qualquer jeito - somos chamados a fazer a nossa parte. Reciclemos. Façamos nós a seleção para que os catadores de lixo possam catar com mais facilidade o que pode ser reciclado.
E lembremos sempre os dias da coleta para evitar que o lixo seja depositado nas ruas em dias que o caminhão não recolhe.



"Ter fé é bom para a Pátria", por Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo

A
celebração do Dia da Pátria, no aniversário da independência do
Brasil, oferece-nos a ocasião para algumas considerações. Como pessoas
de fé estamos conscientes de que não temos aqui cidade permanente, mas
estamos a caminho da pátria que há de vir (cf Hb 13,14); mas temos
também clara consciência de sermos cidadãos deste mundo, com uma pátria
que nos acolhe e serve de casa; somos membros de um povo, com o qual
nos identificamos e para cujo bem estamos – e devemos estar –
inteiramente comprometidos.
É
bem verdade que a globalização vai trazendo à tona, sempre mais, a
noção da pertença a uma família humana grande e única, com a qual nos
devemos sentir ligados e solidários. A própria Igreja, na sua
antropologia e no seu magistério social, vai divulgando esta consciência
e não poderia ser diferente. Cremos num único Deus e Pai, que a todos
quer bem, como a filhos, e quer que vivam como irmãos. Um povo não pode
ser indiferente aos outros, nem deixar de se interessar pelo bem e
pela sorte sempre mais compartilhada por todos os membros da comunidade
humana. Limites territoriais, tradições culturais, diferenças raciais,
heranças históricas e interesses econômicos, em vez de contrapostos,
deveriam ser cada vez mais conjugados e harmonizados.
(...)
Além
de cumprir os deveres cívicos, como os demais cidadãos, qual outra
contribuição as pessoas de fé podem dar para o bem de um povo? Esta
questão mereceria uma longa reflexão, pois nos introduz no próprio
sentido da religião, frequentemente questionado. Temos algo de próprio
para contribuir para o bem da humanidade e da Pátria. A própria fé em
Deus, bem vivida e manifestada publicamente, com as convicções que dela
decorrem traduzidas em cultura, é uma contribuição fundamental para o
bem comum. A fé bem vivida e testemunhada enriquece o convívio social,
de muitos modos.
Quando
se dá espaço para Deus, também o homem cresce em importância: sua
dignidade, seus direitos e o sentido de sua vida neste mundo são
iluminados. Quando se exclui Deus do convívio humano, da esfera privada
ou pública, começam a pairar sombras sobre a existência humana e a
faltar bases sólidas para os valores e as virtudes e as relações
sociais. Ter fé em Deus e manifestá-la abertamente, indo às suas
consequências éticas e antropológicas, faz bem à Pátria.
(...)
CONFIRA NA ÍNTEGRA: