quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Primeira comunhão na Matriz

Crianças que fizeram a cetequese na comunidade Matriz receberam neste domingo (27.11) sua primeira Eucaristia.
Missa presidida pelo nosso pároco - Pe. Geraldo, crl




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Combater Câncer

Confira esta e outras dicas no tópico:
DICAS

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

34.000 católicos a mais por dia

Revela o relatório anual da "Situação da Missão Global", realizado em 2011

ROMA, terça-feira, 22 de novembro de 2011(ZENIT.org) - Segundo o relatório anual da "Situação da missão global", feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de fiéis em todo o mundo e todos os dias mais 34 000 pessoas se tornam parte.
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Segundo o relatório anual da "Situação da Missão Global", feito em 2011, a Igreja Católica reúne 1 bilhão e 160 milhões de adeptos em todo o mundo e todos os dias aderem mais 34 000 pessoas. Os dados do estudo, divulgado pela agência Analisis Digirtal, afirma que no mundo hoje, existem dois bilhões de pessoas, de um total de sete bilhões, que nunca foram alcançados pela mensagem do Evangelho. Outros dois bilhões e 680 milhões ouviram algumas vezes, ou conhece vagamente, mas não são cristãos.
“Apesar do fato de que Jesus Cristo fundou uma só Igreja, e pouco antes de morrer, rezava para que -todos fossem um- hoje existem muitas denominações cristãs: eram 1600 no início do séc.XX, e são 42 000 em 2011”, afirma o estudo. Os protestantes carismáticos são 612 milhões e crescem 37 mil ao dia. Os protestantes "clássicos" são 426 milhões e aumentam 20 mil por dia.
As Igrejas Ortodoxas somam 271 milhões de batizados e ganham cinco mil por dia. Anglicanos, reunidos principalmente na África e na Ásia, 87 milhões, e três mil a mais por dia. Aqueles que o estudo define "cristãos marginais" (Testemunhas de Jeová, mórmons, aqueles que não reconhecem a divindade de Jesus ou da Trindade) são 35 milhões e crescem dois mil ao dia.
“A forma mais comum de crescimento é ter muitos filhos e fazê-los aderir à sua tradição religiosa. A conversão é mais rara, no entanto, acontece para milhões de pessoas todos os anos, o mais comum é a de um cônjuge para a fé do outro”. Em 2011, os cristãos de todas as denominações farão circular mais de 71 milhões a mais de Bíblias no mundo (já há 1 bilhão e 741 milhões, algumas de forma clandestina). A cada ano 409 mil cristãos partem para evangelizar um país que não é o seu de origem, distribuídos em 4.800 organizações missionárias diversas.

fonte: zenit

Dicas de como reduzir os divórcios

ROMA, terça-feira, 22 de novembro de 2011(ZENIT.org) – As consequências negativas de casamentos destruídos são bem conhecidas. A recente publicação do Institute for American Values forneceu algumas sugestões de como reduzir este pesado fardo.
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“Segunda chance: Uma proposta para reduzir divórcios desnecessários”, escrito por William J.Doherty, professor da Family Social Science at the Univesity of Minnesota, e Leah Ward Searas, ex-chefe de justiça do Supremo Tribunal da Geórgia.
Na investigação, foi descoberto que existe uma forte evidência para a teoria de que muitos casais divorciados são bastante similares àqueles que permanecem juntos. O que contradiz o senso comum de que a maioria dos divórcios ocorre somente após muitos anos de conflito. Eles também descobriram que não é verdade a idéia de que, uma vez feita a petição de divórcio, os casais desconsiderem a possibilidade de reconciliação.
Os autores citaram algumas pesquisas realizadas nas últimas décadas, mostrando que, entre 50% e 60% dos divórcios ocorrem com casais que eram relativamente felizes e tinham baixo nível de conflito no ano precedente ao divórcio.
O relatório não se opunha a todos os divórcios e admitiu que em alguns casos pudesse até ser necessário.
Em muitas situações o número de divórcios poderia ser reduzido e isso seria um excelente benefício para as crianças.
- Existem evidências claras de que os pais são menos propensos a ter relacionamentos de alta qualidade com seus filhos.
- Crianças com pais divorciados ou não casados são mais susceptíveis a serem pobres.
- A mortalidade infantil é maior e, em média, as crianças têm pior estado de saúde em comparação aos colegas que têm pais casados.
- Adolescentes de famílias com pais divorciados são mais propensos ao abuso de drogas ou álcool, de entrar em conflito com a lei, e viver uma gravidez na adolescência.
- Crianças que vivem em lares com homens sem laços familiares correm maior risco de abuso físico ou sexual.
- Divórcios aumentam o risco de fracasso escolar e diminui a possibilidade de obter um bom emprego.
-Filhos de pais divorciados têm 50% a mais de chance de um dia terem seus casamentos fracassados.
-Nenhuma estabilidade.
Além disso, a expectativa de que após o divórcio o ex-cônjuge será livre para casar com outra pessoa, com quem será feliz, proporcionando aos seus filhos maior estabilidade, não é um resultado comum, apontou o relatório. A taxa de divórcios no primeiro casamento é de 40% a 50%, e para a segunda união é de 60%. Isso significa que as crianças passam por muitas transições familiares, aumentando cada vez mais as consequências negativas.
Os autores também demostraram que o matrimônio é mais do que apenas um assunto privado e que a estabilidade familiar, ou a falta dela, tem importantes consequências econômicas. Em recente estudo tendo por base um modelo econômico muito cauteloso, foi estimado que divórcios e gravidez fora do casamento custa aos contribuintes dos  Estados Unidos no mínimo $12 bilhões por ano.
Analisando como este imenso dano social e econômico pode ser reduzido, o relatório alegou que é errado supor, que uma vez feita a petição de divórcio pelos casais, não há como voltar atrás. Em recente pesquisa foi demonstrado que 40% dos casais americanos já decididos pelo divórcio dizem que, um ou ambos, estão interessados na possibilidade de uma reconciliação.Infelizmente, afirmam os autores, os juízes e advogados de divórcios, normalmente, não fazem qualquer tentativa para promover a reconciliação, concentrando-se em uma resolução rápida para o processo.
Entre as evidências contidas no relatório, estava o resultado de uma amostra de 2.484 pais divorciados. A mesma demonstrava que cerca de um em cada quatro pais acredita que seu casamento ainda poderia ser salvo. O processo de divórcio dos pais envolvidos estava quase no final. Para casais que procuram o divórcio o percentual de abertura à reconciliação poderia ser bem maior, adicionaram os autores.
Recomendações
O relatório prosseguiu fazendo uma série de recomendações que poderiam ajudar a reduzir o número de divórcios.
O período de espera para o divórcio varia de estado para estado. Nos Estados Unidos, dez estados não tem prazo de espera, 29 tem prazo menor que seis meses, sete estados seis meses, e em cinco estados a espera é de um ano ou mais. O relatório sugeriu um período mínimo de um ano a partir da data de apresentação do divórcio até que ele entre em vigor.
Este adiamento poderia dar tempo ao casal para reconsiderar a decisão de se separar. Afinal de contas, muitos estados têm um período de espera para se casar, a fim de desencorajar as decisões impulsivas. Além disso, às vezes, a decisão de divorciar é feita em um momento de crise emocional, e uma pessoa em tal estado não pode pensar sobre as consequências do divórcio a longo prazo.
Junto com um período de espera é fundamental oferecer serviços para promover a reconciliação. Atualmente, afirmaram os autores do relatório, a qualidade dos aconselhamentos matrimoniais disponíveis em muitas comunidades é insuficiente.
Em muitos casos, os conselheiros matrimoniais não são adequadamente formados. Além disso, muitos conselheiros sentem que devem manter a neutralidade quanto à possibilidade do casamento terminar em divórcio ou não, o que não estimula a esperança para um casal à beira do divórcio.
Programas de educação para o aprimoramento do matrimônio, especialmente para aqueles em maior risco de divórcio, foi outra recomendação. Avaliações de alguns dos melhores programas têm mostrado que estes são bastante eficazes.
Estas e outras recomendações sugeridas no relatório se forem implementadas, devem ajudar a reduzir o número de divórcios, um resultado que seria benéfico para muitas pessoas e para a sociedade como um todo.
Por Pe. John Flynn, LC

fonte: zenit

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ADVENTO E NATAL

 Advento e Natal

 O tempo do Advento
                               “Vem, Senhor Jesus!”

  1. O Advento dentro do Ano Litúrgico.
                  Sem começo nem fim.
      Costumamos dizer que o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento, assim como o ano civil começa em 1º de Janeiro, mas na verdade, o Ano Litúrgico não tem começo nem fim. Todo ano comemora-se duas grandes festas: Páscoa e Natal. A Páscoa é mais importante que o Natal. É a maior festa cristã, porque celebra a Ressurreição de Jesus. Ambas as festas são precedidas por um tempo de preparação (Quaresma e Advento, respectivamente) e se prolongam em outros domingos e festas (para a Páscoa tempo pascal e pentecostes; para o Natal, tempo do Natal e Epifania)*
     O Advento ressoa em nosso coração e no coração da Igreja como um verdadeiro convite a nós prepararmos para a celebração do Natal do Senhor. Um tempo de espera alegre e ao mesmo tempo silenciosa, pois nos encontramos na expectativa D’aquele que virá para nos salvar. É por isso, que nos preparamos cantando: “Vem, vem Senhor, Jesus vem, vem, vem amado Senhor”.
            Toda festa exige um tempo de preparação para a mesma, este dado percebemos nas diversas culturas e tradições religiosas, herdamos do judaísmo a tradição de nos prepararmos para os tempos celebrativos. O mesmo acontece na tradição cristã, com um tempo de preparação.
           
O sentido do Advento

            A própria palavra traz em si o seu significado (Advento = a – de – vim). Aquele que esperamos virá! Se participarmos atentamente da Liturgia Eucarística, do Oficio Divino, da Liturgia da Palavra, durante este tempo perceberemos que ele gradativamente irá nos preparando, aquecendo o nosso coração a conversão para acolher o Menino que nos dará a esperança.
            As primeiras semanas do Advento nos apontam para o “Fim dos tempos”, as leituras revestem-se de um aspecto escatológico. Neste sentido a figura dos profetas messiânicos, como Isaias e João Batista, revestem-se de um significado para este tempo. Isaias continuamente irá nos convidar a acolhermos o “Emanuel”, Deus-conosco. (Is 7, 14)
           
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* BUYST, Ione. “Preparando Advento e Natal”. São Paulo. Paulinas, 2002, p. 13.
            A partir do dia 17 de Dezembro, começamos a novena do Natal, entramos em outra dinâmica, saímos do tema do “fim dos tempos” e entramos no tema do “começo”: uma nova história, um novo tempo é inaugurado como nascimento de JESUS. Nesta segunda parte ganha destaque a figura de João Batista, preparando os caminhos do Senhor; e Maria, a mulher grávida esperando dá à luz  o Salvador da humanidade.
            Neste sentido o Advento é a experiência de uma gravidez. “Ela dará a luz um filho e lhe dará o nome de ‘Emanuel’, Deus-conosco” (Is 7, 14).
            Penso que não há maneira melhor de vivermos o Advento, se não assumirmos como Maria a experiência da gravidez, ficando na expectativa, na alegre espera, preparando-nos como uma mãe para receber seu filho.
            Celebraremos bem este tempo se aceitarmos nos identificar com Maria na espera da vinda do seu filho. Nós somos Maria. Deus precisou do “sim” desta mulher; hoje, Ele precisa do nosso “sim” para fazer nascer no mundo o Menino-Deus. Como Maria seja nossa participação na Liturgia durante este tempo um colocar-se a disposição, na escuta de sua Palavra, dizendo: “Realize-se em mim a Palavra do Senhor!” (Lc 1, 38) – aclamação ao Evangelho, 4º Domingo, anos B e C.
            Quem participa atentamente da história neste tempo engravida-se do Salvador, faz frutificar na comunidade gestos e sinais de salvação (aspectos práticos de ação solidária para o Natal).
           
Um tempo para celebrar

A ti, ó Deus, glória e louvor pela palavra que acende em nós, a esperança.

            Acende em nós a esperança. A Liturgia nos oferece esta oportunidade. Entretanto, no ritmo do ano litúrgico, nos unimos e nos comprometemos com CRISTO. Celebrando o Mistério da Páscoa de Cristo, celebramos a nossa Páscoa.
            Esta tomada de consciência deve nos despertar para entrarmos na dinâmica do mistério celebrado. O tempo que vivenciaremos reveste-se de um sentido sacramental que alimenta a nossa fé e a nossa esperança.
            Engravidados (as) do Espírito de Deus, toda a Igreja espera na alegre esperança de que o Senhor vem. Ele vem revestido de pobreza, seu poder é a condição humana, seus visitantes são os pobres e excluídos.
            Na alegria de sua vinda, esperando o Salvador rezando: Vem, o Esperado de toda criação; ouve o gemido que sobe da terra e dos mares, das florestas e dos sertões, dos rios e das praias, de todo o universo em trabalho de parto. Vem, Senhor Jesus, renova toda a criação!
            Celebrando o Advento e a Epifania de Jesus, celebramos sua manifestação na historia humana. A encarnação do Verbo Eterno do Pai. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós, e nós contemplamos a sua glória”. (Jo 1, 14)
           
O Advento nos livros Litúrgicos:
            O Ano litúrgico propriamente inicia-se no Advento. O Advento começa com a oração da tarde na véspera do domingo que caí no dia 30 de Novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, termina antes da oração da tarde na véspera do Natal do Senhor.
            São quatro os domingos do Advento, no decorrer destes domingos vamos nos preparando para o Natal. Os dias da semana neste tempo são chamados de “férias do Advento”.
            Os Prefácios Litúrgicos são de uma riqueza Espiritual muito grande, valendo apena nos determos na meditação dos mesmos. Há dois tipos de prefácios para o tempo do Advento: o primeiro a ser usado, até o dia 16 fala das duas vindas de Jesus: “Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrindo-os ao caminho da salvação. Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez, para conceder-nos em plenitude os bens outrora prometidos o que hoje vigilantes esperamos. O segundo, a ser usado de 17 a 24 de Dezembro, já nos coloca mais diretamente em clima de Natal: “Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado, presente no mundo por João Batista. O próximo Senhor nos dá a alegria de encontrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebremos os seus louvores”.

  1. Como celebrar o Advento

            O Advento é o tempo de conversão e alegre expectativa, por isso o mesmo não tem um caráter penitencial da Quaresma. Este tempo nos convida a conversão; conversão que consiste em preparar-nos alegres e ligeiros, cheios de esperança, o caminho do Senhor que vêm.
            O DL (Diretório Litúrgico) indica a cor roxa, o silencio dos instrumentos musicais quando não acompanham o canto, a supressão do gloria, a ausência de flores... Para não equipararmos este tempo de conversão ao tempo quaresmal, é aconselhável durante todo o domingo do Advento usar uma cor rosada ou lilás. No 3º domingo do Advento usa-se tradicionalmente a cor-de-rosa, pois antigamente era um momento de pausa no jejum que se fazia rigorosamente em preparação ao Natal.
            O Advento é um tempo discreto, de reconhecimento, para que a alegria seja manifestada de maneira mais visível no natal.

Questões Práticas:

- O DL prescreve que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para não antecipar a plena alegria do natal. Não cante-se o glória (reservado para a noite do Natal do Senhor).
            No 3º domingo, denominado “domingo da alegria”, referente à segunda leitura, no qual o apostolo nos convida alegrar-se, usa-se a cor-de-rosa.
            Em muitas regiões existe o costume de fazer a coroa do advento, com quatro velas, acendidas a cada domingo. É importante preparar com certa solenidade este momento. A luz crescente indica a proximidade do Natal, quando a luz de Cristo, a luz da salvação, há de brilhar. Com o projeto de Isaias, somos convidados a “erguer alegres gritos, exultar, porque o Santo de Israel está em nosso meio”. (Cf. Is 12, 6)
            Cuidado para não anteciparmos a alegria do natal. A coroa do Advento deve ser de material não descartável (os enfeites de natal, nem sempre são sóbrios, com tanto brilho). A coroa do Advento não deve ficar sob o altar, pois o altar é o próprio Cristo.
            É bastante sugestivo preparar em um lugar adequado um pano ou um painel com alguma frase ou desenho para este tempo (nunca colocá-los na mesa da Palavra ou no altar).
            O presepio deve ser preparado aos poucos (aconselha-se no inicio da novena do Natal – 17 de Dezembro), só na noite do natal é que deve-se colocar a imagem do Menino Jesus.

O que cantamos no tempo do Advento

            O canto do tempo do Advento é um canto de expectativa e esperança. Uma alegre espera da vinda do senhor:

Ouve-se na terra um grito, do povo um grande clamor:
“Senhor, abre os céus, que as nuvens chovam o Salvador”[1]

            Na escolha dos cantos precisamos estar atentos às leituras bíblicas, sobretudo os Evangelhos de cada domingo.
            Os cantos de comunhão de certa maneira devem expressar o sentido do mistério celebrado. Olhemos atentos para os Evangelhos de cada domingo.
            No quarto domingo não pode faltar o Magnificat no canto de comunhão, cantamos com Maria este hino de ação de graças que ressoara “de geração em geração” no seio de toda a Igreja:

“O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é seu nome”!


Advento: tempo para rezar!

             Não podemos perder de vista do caráter celebrativo e orante deste tempo. A novena do Natal ganha destaque, sendo rezada em família, nos grupos de Evangelização, nos círculos bíblicos... Cada comunidade pode oferecer durante este tempo uma oportunidade significativa para encontrar-se nas casas, formando pequenas comunidades evangelizadoras.
            Algumas comunidades acordam mais cedo para o Oficio Divino das comunidades, não percamos esta tradição, pode este tempo ser propicio para aquecer o coração de nossa gente sedenta de Deus.
            Comecemos desde já acolhendo o convite de João Batista: “Endireitai os caminhos do senhor; pois ele virá até nós, aleluia!” com força e coragem digamos: “Vem, ó Senhor, com o teu povo caminhar, vem sem demora, vem Senhor, nos libertar”.



           
Pe. Marcos Antonio, crl.






[1] CD “Liturgia IV, gravadora Paulus: São Paulo (Abertura – 1º domingo)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dia dos músicos/cantores

Nesta terça-feira, 22 de novembro, convidamos de modo especial para celebração da missa as 19h30min, todos os que fazem parte das equipes de cantos da Paróquia Santo Antônio.
É dia de Santa Cecília e queremos aproveitar da ocasião para rezar por todos aqueles que cantam e tocam.


Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos pois quando ela estava morrendo, ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que,tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fotos da festa Diocesana de Cristo Rei

Início da Procissão de Cristo Rei
Milhares de fiéis celebrando Cristo Rei em Tacima-PB


A Diocese de Guarabira celebrou no último domingo, dia 20 de novembro, na Paróquia Sant´Ana, em Tacima-PB, a Festa de Cristo Rei do Universo, Solenidade que marcou o encerramento do ano  litúrgico e a comemoração do Dia do cristão leigo. Tradicionalmente  a cada ano, toda a Diocese reúne-se numa paróquia diferente, para celebrar esta solenidade que há muitos anos entrou para o calendário Pastoral, como uma Festa Diocesana, acolhendo centenas de pessoas
Os fiéis que vieram de todas as paróquias da Diocese participaram inicialmente da Procissão com a imagem de Cristo Rei, pelas ruas da cidade e animada com muitos cânticos de louvores, ao som de um trio elétrico. Durante o percurso aconteceram apresentações culturais do Projeto Viver. Em seguida a multidão tomou o largo da Igreja Matriz, onde aconteceu a solene Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Lucena e concelebrada Pelos padres da Diocese de Guarabira.
Para Dom Lucena, a Festa vem para disseminar a palavra de Deus e, sobretudo, para atrair mais fiéis. “Celebramos esta festa para exaltar o Deus do Amor, no intuito de disseminar sua palavra e trazer mais seguidores para o mundo de Cristo. Este é o momento onde nós, através do Espírito Santo, procuramos resgatar a paz e o amor que vive dentro da gente. Hoje, vamos abençoar as famílias, as crianças e os casais, pois todo lar merece ter a presença do altíssimo”. disse.





domingo, 20 de novembro de 2011

Solenidade do Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

 A Solenidade do Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo foi instituída pelo para PIO XI, com a encíclica Quas primas de 11 de dezembro de 1925. Na intenção do papa e na mentalidade da época que surgiu, a festa revestia-se de um caráter fundamentalmente social.
A reforma litúrgica mudou a data do último domingo de outubro para o último domingo do tempo comum. Desse modo, deu-se à celebração um significado diferente, sublinhando a dimensão escatológica do reino  na sua consumação final. Assim, Cristo aparece como centro e Senhor da história, desde o início até o seu momento final, "o ALFA e o ÔMEGA, o PEIMEIRO e o ÚLTIMO, o PRINCÍPIO e o FIM (Ap 22, 12-13)

Do livro CRISTO FESTA DA IGREJA - o ano litúrgico. Augusto Bergamini

Na oração do Senhor nós rezamos - "venha a nós o vosso Reino". Reino que já está entre nós, mas que depende da colaboração de cada um para que este reino seja de amor e paz.


Que Cristo seja de fato o nosso Rei. Que Ele possa reinar em nossas vidas e em nossas famílias, para isso, depende de cada um.


sábado, 19 de novembro de 2011

Diocese de Guarabira preparou e aprovou seu segundo plano de pastoral





Assembleia Diocesana: Diocese de Guarabira aprova Plano de Ação Pastoral 2012-2015


Mais de 140 Pessoas da Diocese de Guarabira, entre elas, o Bispo Diocesano Dom Lucena, padres, diáconos, religiosos (as), seminaristas, leigos (as), coordenadores Diocesanos de Pastoral, movimentos, grupos e serviços participaram da X Assembleia Diocesana de Pastoral, realizada nos dias 18 e 19 de novembro, no Santuário Pe Ibiapina, em Santa Fé, cujo tema: “Partir de Cristo para a missão, suscitando vida em comunidade”.

A Assembleia teve início, na sexta-feira (18), por volta das 09h da manhã, quando foi instalada oficilamente pelo Bispo Diocesano Dom Lucena, falando sobre os objetivos da Assembleia e das urgências e desafios da  evangelização nos tempos atuais. Em seguida, o Pe. João Bosco, responsável pela assessoria e colaborador da Equipe de Coordenação de Pastoral, apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE – doc 94), destacando os principais aspectos do documento, que  nortearam os trabalhos, antes e durante toda a Assembleia. Ainda na manhã da sexta-feira (18),  foi feita a leitura, reflexão e discussão em grupos, do texto base (Instrumento de trabalho) - Plano Diocesano de Pastoral: 2012-2015, seguida da plenária que expôs os resultados e ressalvas das discussões realizadas durante o estudo feito pelas equipes.

O Plano Diocesano de Pastoral, elaborado para o quadriênio 2012-2015, segue as orientações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE – doc 94), utilizando o método Ver, Julgar e Agir, foi aprovado por todos os presentes e será publicado posteriormente, passando a ser um importante instrumento para Ação Evangelizadora da Igreja Diocesana.

O último dia da Assembleia, foi dedicado a um breve aprofundamento sobre o RICA (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos), feito pelo Pe. Bosco, dando a conhecer os passos para a Iniciação Cristã. Neste contexto, as cinco Regiões Pastorais, com suas respectivas representações, reuniram-se e priorizaram suas ações Pastorais e sugestões que foram contempladas em seguida, durante a elaboração do calendário Diocesano 2012. 



Dia do Cristão Católico Leigo - Dia de Cristo Rei

No próximo domingo, dia 20 de novembro, a Igreja do Brasil celebra a festa de Cristo Rei, e na mesma ocasião é comemorado o Dia do Cristão Leigo. A data fecha o ciclo do ano litúrgico e toda a comunidade é chamada a refletir, sobre a identidade e missão desses homens e mulheres, cristãos leigos, que formam a imensa parcela do Povo de Deus.
Na abertura da V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida (SP), em 2007, o papa Bento XVI convocou os leigos a assumirem a sua missão com “audácia e entusiasmo”. Segundo o papa, os leigos “devem sentir-se co-responsáveis na construção da sociedade segundo os critérios do Evangelho, em comunhão com os seus pastores”. Bento XVI deu ainda um recado para a Igreja: “Promover um laicato amadurecido, responsável com a missão de anunciar e fazer visível o Reino do Senhor”.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Severino Clasen, os leigos são protagonistas da Igreja e são convidados a promover os valores do Evangelho. “Os leigos são convidados a promover a paz, a justiça e a fraternidade, para mobilizar e transformar o mundo num sinal do Reino de Deus”.
“Nós, cristãos leigos e leigos somos homens e mulheres do mundo no coração da Igreja, e homens e mulheres da Igreja no coração do mundo”, disse o presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Laudelino Augusto Azevedo, que completou afirmando: “Atuamos nas comunidades, nas Pastorais, nos movimentos, nas novas comunidades, nas periferias, nos centros urbanos, no mundo, exercendo nossas vocações e missões. Por isso, em nosso dia, louvo a Deus por tantos e tantas que fazem da Igreja um espaço de comunhão”, destacou.
O assessor da Comissão para o Laicato, Geraldo Aguiar, destaca a data como “marcante” e definidora de um momento de reflexão sobre o momento do leigo na Igreja.
A vice-presidente do CNLB, Marilza Lopes Schuina, falou sobre a escolha da data para a comemoração do Dia do Leigo no Brasil. “o Dia Nacional do Leigo e da Leiga é celebrado na festa de Cristo Rei desde a década de 90, com o intuito de recuperar a memória e a importância da Ação Católica para a Igreja e o laicato brasileiro. A data nos faz lembrar a nossa condição de Profeta-Sacerdote-Rei, incorporada a Cristo pelo Batismo, pelo qual somos parte do mistério de amor que é a relação de Deus com sua Igreja. Celebrando o Dia do Leigo, rezamos pela vocação laical, muitas vezes esquecida, pois a tendência que temos é de acreditar que vocacionados são os sacerdotes, as freiras.
Marilza destaca o desafio permanente que o leigo enfrenta no cotidiano “Ser leigo e leiga é um desafio permanente. E como nos diz nosso companheiro Carlos Signorelli, é um desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo?  Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá.  Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas, onde quer que se viva, trabalhe, reze, divirta-se. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado”, completou.

Boletim da CNBB


Nós padres de Solanea parabenizamos todos os leigos, especialmente todos aqueles que não medem esforços para que o Reino de Deus seja instaurado; para que Jesus Cristo seja conhecido e amado.
Muito obrigado por nos ajudarem na evangelização.
Deus vos abençoe!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crisma em Solanea

Na noite do dia 12 de novembro recebemos na nossa Igreja Matriz  - o nosso pastor diocesano - D. Lucena - que veio crismar mais de cem pessoas da nossa paróquia.
Jovens e Adultos das Comunidades Matriz, São João Batista, Sagrada Família e dos sítios Barrocas, Pedra Grande e Olho Dágua Seco.
O bispo destacou que pelo sacramento da Crisma os crismandos recebem de Deus talentos para administrar - talentos que depois precisarão prestar contas.
A Crisma é a confirmação do Batismo. É o sacramento da maturidade cristã e, por conseguinte, do compromisso.
Não pode ser só festa e fotos.

 Muitos adultos foram crismados


 Crismandos renovando as promessas batismais - Renúncia ao mal e profissão de Fé
 Pe. Geraldo agradecendo aos catequistas pela disponibilidade e sim ao chamado de Deus

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O INDIVÍDUO PERANTE DEUS

O INDIVÍDUO PERANTE DEUS
Valdinei Caes
 Mestrando em Filosofia pela PUC/PR.

 O primeiro amor é o amor,
o primeiro pecado é o pecado,
o primeiro homem é o homem”
(KIERKEGAARD, p. 174.)

O termo en Enkelt provém do dinamarquês e pode ser traduzido como o único, o indivíduo. Esse termo é caro ao pensamento do filósofo e teólogo de Copenhague: Soren Aabye Kierkegaard. Diante disso, pretendemos apresentar como o ser humano, se torna único perante Deus, segundo Kierkegaard. O en Enkelt não pode se tornar o que é por si mesmo. Ele precisa encontrar-se perante Deus.
Para o teólogo dinamarquês Kierkegaard, o Enkelt vive no mundo e o mundo se impõe a ele de tal forma que não dá para deixar de escolher. Não escolher se caracteriza com uma escolha por não escolher, ou seja, é escolher não escolher.
Todos os dias realizamos muitas escolhas, seja consciente ou inconscientemente. Desde ao amanhecer fazemos escolhas: escolha para despertar, escolha pela roupa, escolha pelo horário da missa que se deseja participar, escolha pela pastoral que se deseja assumir... Fazemos escolhas simples, como escolhas que tendem a mudar nossa vida para sempre; por exemplo: em determinado momento da vida, ela se impõe, e se torna necessário fazer a opção pela profissão. Uma pergunta se impõe: o que vou ser quando crescer? Não dá para ficar pensando muito tempo, pois, a vida transcorre e a pessoa cresce. É preciso escolher. A vida é uma possibilidade de possibilidades.
A possibilidade é, por conseguinte, a mais pesada de todas as categorias... Na possibilidade tudo é igualmente possível, e aquele que, em verdade, foi educado pela possibilidade entendeu aquela que o apavora tão bem quanto aquela que lhe sorri. Quando, pois, um tal sujeito conclui a escola da possibilidade e sabe, melhor que uma criança no seu ABC, que não se pode exigir absolutamente nada da vida, e que o horrível, perdição, aniquilamento moram na porta ao lado de qualquer homem... Então ele dará uma outra explicação da realidade. (KIERKEGAARD, 2010, p. 164).

Quando não escolhemos mesmo quando podemos, certamente, outros escolherão por nós. Indubitavelmente a vida se torna mais agradável quando temos a possibilidade de escolher e nos tornarmos responsáveis pelas nossas escolhas.
Ao assumirmos nossas responsabilidades mediante as escolhas feitas, crescemos e amadurecemos, às vezes, sorrindo ou chorando. Nesse sentido, o que marca de modo determinante nossa experiência de vida não é simplesmente o número de vezes que recebemos os parabéns por mais um ano de vida completado, mas, sobretudo, quando nos responsabilizamos por nossas escolhas sem culpar os outros. Já foi dito que errar é humano, mas que culpar os outros é política. Todavia, mais humano ainda é ter a possibilidade de
reconhecer a consequência da escolha, seja ela boa ou ruim, e assumi-la. Não escolhemos nascer, isso está para além do nosso controle, porém podemos escolher como viver. Segundo Jean-Paul Sartre, o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós. A escolha é de cada indivíduo, isto é, apenas do en Enkelt, do ser humano enquanto sujeito responsável e ciente de todas as fragilidades. Errar é demasiado humano. Ter a consciente de que cometemos erros é um elemento que faz com que nos tornemos àquilo que somos: humanos, demasiados humanos. Não somos perfeitos, mas precisamos sempre buscar a excelência. Como já advertirá, num passado distante, o poeta Xenófanes de Cólofon, é preciso fazer bem aquilo que se está fazendo (Age quod agis*).
Nascer no erro ou cometer um erro não justifica uma vida no erro. Segundo Kierkegard, o Enkelt é aquele que tem plena consciência de seu estado, de sua condição de “imagem e semelhança de Deus” (Cf. Gn 1,27), e por isso busca dar sempre o melhor de si naquilo que escolhe e se propõe fazer. Somos feitos à imagem da suma perfeição. Por sermos à imagem do criador temos a possibilidade de amar, de perdoar e de pedir perdão.
Amar, odiar, perdoar, são elementos próprios do en Enkelt. Por que afirmamos que esses elementos não próprios do en Enkelt? Segundo o dinamarquês, amar, odiar, perdoar juntamente com tudo aquilo que o Enkelt sente, torna-se algo extremamente singular, particular, íntimo. Por ser algo que se encontra no âmago do indivíduo, o ato de sentir se caracteriza como uma vivência. Como vivência, ou seja, aquilo que é sentido no mais íntimo do indivíduo, até as últimas consequências, não pode ser algo delegado alguém para ser feito, cabe a cada um sentir, vivenciar. Por exemplo: amar ou ter fé é algo que podemos denominar de vivências, pois um indivíduo não pode pedir para que outrem ame por ele. Um en Enkelt não pode pedir para seu próximo (en Enkelt) ter fé por ele. Sentir é próprio de cada ser. É isso que faz com que o homem leve a cumprimento sua tarefa de ser tornar o que é: en Enkelt.
Para o Enkelt, levar a pleno cumprimento a tarefa de “tornar-se (...) único” (KIEKEGAARD, 1986, p. 98), ele precisa passar por um processo que se estende por toda a vida. A vida se impõe ao Enkelt. E quando a vida se impõe, não resta outra alternativa ao indivíduo, a não ser senti-la e vivencia-la até as ultimas consequências.
O que faz o indivíduo ser o que ele se torna é sua Stemning, ou seja, sua atmosfera. “Totalidade afetiva, atmosfera ou estado de ânimo, estado de espírito” (KIERKEGAARD, 2010, p. 16). A atmosfera é particular de cada indivíduo. É algo tão particular que se torna o elemento responsável para fazer do homem se tornar o que ele é no substrato do ser, isto é, Enkelt.
O processo de ser tornar indivíduo é um projeto para toda a vida. Não é uma tarefa que rapidamente se conclui. É uma tarefa, mas uma tarefa que se estende por toda a vida. Em outros termos, é um processo. E como tal, não permite que alguém seja delegado ou incumbido para fazer isso por outrem. Obviamente não. Assim como “a cada dia basta o seu tormento” (KIERKEGAARD, 2010, p. 9), para cada homem, cabe a responsabilidade de se auto incluir no processo de individualização. Essa tarefa é própria e particular de cada um. Não há a possibilidade de ordenar ou implorar para que outro realize essa tarefa, por mais que haja cumplicidade ao extremo entre dois seres. Cabe a cada um fazê-la por si e para si. O processo de individualização requer a sua Stemning própria. Por isso, acaba se tornando sumamente um processo antagônico à multidão.
Há muitas tarefas e labores que podem ser ordenadas delegadas a outros executarem, como por exemplo: o dono de uma empresa pode muito bem ordenar que seu colaborador execute com perfeição a tarefa ou trabalho para o qual está sendo pago; e o mesmo deve realizar com o máximo grau de perfeição possível, isto é, deve fazer bem feito aquilo que está realizando. No processo de individualização, o ato de ordenar está fora de cogitação. A cada
um é reservada a possibilidade de se tornar o Enkelt por si mesmo. Essa é uma tarefa que não se pode delegar a outro, porque pressupõe arte. O homem é responsável para se tornar aquilo que ele é em potência: “[...] um individuum” (KIERKEGAARD, 2010, p. 30).
(O) En Enkelt singular
“como indivíduo isolado (...) está sozinho, sozinho no mundo inteiro. (...) A categoria de indivíduo isolado não pode ser ensinada diretamente; é um ser capaz [Kunnem], uma arte [Kunst], um tarefa e arte prática, cuja prática às vezes exige as vidas de seus praticantes” (GOUVÊA, 2009, p, 371).

Nesse sentido, nascemos humanos, e se quisermos, e com arte, podemos nos tornar o denominado Indivíduo singular, que não se anula em meio a multidão, por sempre ter pressente em qual processo encontra-se inserido; não se rende aos caprichos da aglomeração, mas busca, no devir do instante, que já não o é mais instante, porque se tornou passado, constantemente sua autenticidade. O homem não nasce indivíduo, mas ele se torna um, desde que queira se submeter ao processo de individualização.
O processo de individualização, diante do exposto, leva o homem ao ápice de sua potência, que é o Enkelt, isto é, o indivíduo autêntico, somente quando esse se torna responsável perante Deus. Diante de Deus, não há multidão; existe apenas o indivíduo, en Enkelt, e o que ele é em si. Perante Deus, o indivíduo é o que é. Nessa circunstância, em hipótese alguma, o indivíduo torna-se o que não o é. Tem apenas uma possibilidade: ser o que é. Acreditamos que é por isso que o indivíduo para Kierkegaard só se torna autêntico perante Deus. Nessa ocasião, há a revelação plena do indivíduo. Não há a possibilidade de ocultar absolutamente nada perante o Absoluto, além de não poder ser o que não é.
O homem, como já afirmamos acima, só se torna um “Indivíduo autêntico se ele for responsável perante Deus” (GOUVÊA, 2009, p. 371).
Isso caracteriza a ênfase que Kierkegaard dá para a categoria Indivíduo, que “cada um pode ser” (GOUVÊA, 2009, p. 97),  ou “se tornar o Indivíduo” (GOUVÊA, 2009, p. 100). 
Esse Indivíduo, inserido no mundo, é alguém que “conheceu (...) a tristeza, e a amargura (...). Conhecer a tristeza é humano, humano também é compartilhar do desgosto dos aflitos” (KIERKEGAARD, 2010, p. 13). Tais relatos enfatizam, a grosso modo, um indivíduo que, ao deparar-se com sua realidade, ao defrontar-se consigo próprio, relacionando-se consigo mesmo a partir da interação com o mundo ao seu redor, e após olhar ao seu redor, volta-se para si próprio deparando-se com aquilo que lhe é óbvio - sua humanidade-, como algo que faz dele ser o que ele é – indivíduo -, ou seja, a tristeza, a amargura, o sofrimento, a alegria. Tudo se sintetiza, no ato de vivenciar e sentir o que a vida lhe impõe.
Por ora, devemos evidenciar que o Enkelt é o “indivíduo concreto, vivendo aqui e agora, decidindo sua própria existência” (LE BLANC, 2003, p. 01).
Nesse sentido, “... Para Kierkegaard o homem somente é um indivíduo autêntico se ele é responsável perante Deus” (GOUVÊA, 2009, p. 371), Alguém que enxerga o exterior e perscruta o interior, o mais íntimo do Indivíduo, d’en Enkelt.
Kierkegaard não apresenta um conceito de indivíduo. O indivíduo, segundo o dinamarquês, não é um ser distante da realidade, muito pelo contrário, é aquele chafurdado na realidade, no mundo, em prol de suas escolhas, defronte ao Absoluto, na singularidade, sente o peso do existir. O indivíduo não é um conceito, mas uma realidade que sente a vida pulsar em si.
O Indivíduo “trata-se de uma categoria eminentemente kierkegaardiana que constitui, para Kierkegaard, a categoria cristã por excelência, a qual designa ao mesmo tempo o Único e cada um de nós” (KIEKEGAARD, 1986, p. 13), entrementes, cada Indivíduo torna-se o que é de modo autêntico, apenas perante Deus. Expressando-nos de outro modo, podemos dizer que, o Indivíduo kierkegaardiano existe perante o Absoluto. Ressaltamos que, perante Deus, o homem torna-se (o) en Enkelt, porque ele não pode ser o que não é. Apenas pode ser o que é. “Não te justifiques perante Deus, pois ele conhece o fundo dos corações” (Cf. Eclo 7,5).
Para Kierkegaard o Enkelt autêntico não é aquilo que os outros falam que ele é, nem aquilo que ele pensa ser, mas aquilo que o Absoluto enxerga na sua mais íntima singularidade, que certamente o próprio indivíduo desconhece. Assim, ele não é autêntico porque deseja ser, mas pelo fato de não poder deixar de sê-lo. Perante o Absoluto, absolutamente, nada permanece velado ou oculto. O Indivíduo é aquilo que ele é, mesmo quando não deseja ser.
(O) En Enkelt autêntico, só é capaz de existir perante o infinito, isto é, perante Deus; mas só poderá existir, de fato, se for capaz de dar o salto da fé. É preciso crer sem hesitar. Sem fazer isso, ele se depara consigo mesmo, portanto, diante da finitude, diante do nada, que é o que ele teme.
Kierkegaard enfatiza que o Enkelt, o indivíduo é o singular. Fala-nos de um indivíduo que é propriamente “o ser humano (...) como uma síntese do psíquico e do físico...” (ALMEIDA, 2005, p. 202). É uma síntese de finito e infinito. Humano esse que, por sua vez, é aquele ser que encerra em si mesmo o ponto de encontro entre temporal e eterno. Esse en Enkelt, que ao “tornar-se o Indivíduo” (KIEKEGAARD,1986, p. 62), por esforço e empenho próprios, torna-se o indivíduo autêntico mediante o salto da fé. O salto da fé consiste em crer no Absurdo, isto é, em Deus, mesmo quando é absurdo crer. Crer para Kierkegaard, é considerar que “a fé não é um conhecimento, mas sim um ato da liberdade, uma expressão da vontade. A fé crê no devir... A fé crê no que não vê. Mais do que isso, fé significa crença, confiança, lealdade, fidelidade” (KIERKEGAARD, 2008, p. 118-121), àquilo que está para além daquilo que a visão pode apresentar ao Indivíduo.
O homem nasce como tal e se torna um indivíduo, en Enkelt. O indivíduo é o singular. Para isso, ele precisa querer se tornar um indivíduo e se empenhar para que isso, de fato, venha acontecer. Isso só poderá ocorrer na vida, no devir do instante perante Deus, não existe outro lugar. (O) en Enkelt se torna o que é perante Deus.





BIBLIOGRAFIA


LE BLANC, Charles. Kierkegaard. Trad.: Marina Appenzeller. São Paulo: Estação liberdade, 2003.

GARDINER, Patrick. Kierkegaard. Trad. Antônio Carlos Vilela. São Paulo: Edições Loyola, 2010.

ALMEIDA, Jorge Miranda de; Alvaro L. M.Valls. Kierkegaard. Rio de janeiro: Zahar, 2007.

FERRAGO, France. Compreender Kierkegaard. Trad. Ephraim F. Alves. Rio de janeiro: Editora Vozes, 2006.

KIERKEGAARD, Soren. Dipsalmata. Trad. Javier Armada. Buenos Aires: Aguilar, 1964.

______________, Soren. O Conceito de Angústia. Trad. Álvaro L. M. Valls. Bragança Paulista: Edusp & Petrópolis: Vozes, 2010.

______________, Soren. O ponto de vista explicativo de minha obra como escritor. Trad. João Gama. Ed. 70. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

______________, Soren. Migalhas filosóficas: ou um bocadinho de filosofia de João Clímacus. Trad.: Ernani Reinchmann e Álvaro Valls. 2. ed. - Petrópolis. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2008.

PACI, Enzo. Kierkegaard e Nietzsche. Milano: Fratelli Bocca Editori, 1953.

Cf. KIERKEGAARD. Soren. Tremor e Temor. São Paulo: Hemus, p. 2008,

* Disponíel em: filosofiagrega/atualidadedafilosofiaantiga4.htm. Acesso em: 12 nov. 2011.