sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mapa Mundi- Parábola moderna


Um executivo de uma grande empresa, com a necessidade de se isolar para terminar alguns relatórios de seus clientes, resolveu se “esconder” no lugar menos provável de ser encontrado: sua própria casa. Voltou pra casa antes das 16h e se trancou no seu escritório caseiro.
                               Estando ele tranqüilo, em casa, celular desligado, sem sinal de fax ou a secretaria indagando se “o senhor pode atender Dr. Fulano?”, percebeu a porta do escritório abrindo, devagarinho. “Oba!” Ecoou o grito de felicidade da sua filhinha de seis anos, por ver o pai (figura tão difícil!) àquela hora em casa. Foi logo perguntando... perguntando... – afinal, seis anos é aquela fase das intermináveis perguntas.
                               O pai, ao mesmo tempo em que precisava continuar fazendo o seu trabalho, não poderia se furtar em aproveitar, também, aquele momento com a sua “pirrota”. Mas, estrategicamente, pensou numa maneira de “livrar-se”dela por algum tempo. Pincelou o olhar pela estante e retirou um livro, era um Atlas geográfico, abriu-o bem na pagina central e deu de cara com um “mapa mundi”.
Destacou-o, pegou uma tesoura, picotou-o em alguns pedaços, embaralhou-o, chamou-a e disse, satisfeito: “Filhinha, o papai tem um desafio para você... Você vai ganhar esta caixa de chocolates (mostrou uma caixa que havia em sua pasta), e assim que voltar com esse quebra-cabeça(o dito mapa) todo consertado, ta certo?
Ela aceitou o desafio do pai, saiu na carreira e ele respirou, aliviado, pois iria ficar um bom tempo sem ela perguntando.
                               Pouco mais de trinta minutos, após, irrompe a elétrica criaturinha na sala onde o pai, ainda às voltas com os seus relatórios: “Painho! Painho! Terminei... agora eu quero a caixa de chocolates, inteirinha!” Ao que ele retrucou, surpreso (contendo a sua decepção, pois ele imaginava que ela demoraria bem mais tempo): “Muito bem, minha filha! E como foi que você conseguiu, tão rápido?” ela mostrou  uma grande folha de papel, tipo papel manteiga, meio transparente, onde estavam os recortes do mapa, colocados no seu estilo e disse: “Foi fácil... Eu vi que do outro lado tinha a figura de um homem, aí eu pensei... se eu consertar o homem, eu conserto o mundo.”        

Autor desconhecido

Nenhum comentário:

Postar um comentário