quinta-feira, 12 de abril de 2012

Páscoa

Páscoa significa Passagem. 
A primeira grande páscoa foi a passagem de Deus pelo Egito para libertar o seu povo das mãos do faraó. Deus passa, os primogênitos do Egito morrem, o faraó decide não mais enfrentar o Deus de Moisés e permite com que Moisés preste culto a Deus à beira do Mar Vermelho. Em vez de culto, Moisés passa com os que eram oprimidos no Egito pelo Mar Vermelho rumo à terra prometida onde corre leite e mel, ou seja, onde se produz em abundância. É a passagem da escravidão à liberdade. Passagem a ser lembrada anualmente pelos judeus como a intervenção de Deus e libertação do povo. “Este dia será para vós um memorial, e o celebrareis como uma festa para o Senhor, nas vossas gerações a festejareis; é um decreto perpétuo” (Êxodo 14, 14). 
No tempo de Jesus era celebrada em Jerusalém, parte no Templo (Jo 11, 55-66), parte em casa (Lc 22, 7-13). Os evangelistas apresentam Jesus diversas vezes em Jerusalém por ocasião das festividades pascais.

Anualmente os católicos celebram a festa da Páscoa para lembrar a passagem da situação de pecado para a vida nova em Cristo. Lembram o sacrifício redentor de Jesus na cruz, sua morte, mas de modo particular sua Ressurreição (passagem da morte para a vida).
A festa da páscoa é considerada pela Igreja católica a maior festa do ano. Muitos pensam que é o natal, mas na verdade é a Páscoa de Cristo. São Paulo já alertava para a comunidade de Coríntios: “Se Cristo não ressuscitou vã é a nossa fé” (1Coríntios  15, 17). São Pedro anunciou: “Deus ressuscitou Jesus, livrando-o do poder da morte, pois não era possível que ele fosse dominado por ela” (Atos 2, 24). E também, “Davi falou a respeito de Cristo dizendo: ‘Ele não foi abandonado no mundo dos mortos, nem o seu corpo foi destruído’. Deus ressuscitou Jesus, e todos nós somos testemunhas” (Atos 2, 31-32) “Assim, saiba, com certeza, toda a casa de Israel que esse Jesus que foi crucificado, Deus o ressuscitou e  fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).
Celebramos, portanto, a páscoa de Cristo, a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte e esta celebração é tão importante que num único dia não dá para ser celebrada, por isso, desde os primeiros séculos a Igreja Católica celebra a Páscoa ao longo de cinqüenta dias. Começa no domingo de páscoa e finaliza no domingo de Pentecostes.
Curiosidade: Porque todos os anos a festa da páscoa é celebrada em dia diferente?
O dia da Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo, de acordo com o decreto do papa Gregório XIII - Inter Gravissimas de 24.02.1582 - é o primeiro domingo depois da lua cheia que ocorre a partir do dia 21 de março, data fixada para o equinócio de primavera no Hemisfério Norte. De acordo com essas regras, a Páscoa nunca acontece antes de 22 de março nem depois de 25 de abril.
Sempre que celebramos a Eucaristia fazemos memória, isto é, tornamos presente o que Jesus fez para nos salvar. Revivemos sua paixão, morte, ressurreição e glorificação. Quando Jesus realiza a ceia, pede para que seja feita em sua memória, isto é, aquilo que ele fez deve ser celebrado perpetuamente.

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