terça-feira, 30 de outubro de 2012

A dimensão cristológica do sacramento do matrimônio


Autor: Antonio Dias da Costa.
4º ano de Teologia - UNISAL

A dimensão cristológica do sacramento do matrimônio
O amor encontra sua perfeição na Revelação, é Deus que toma a iniciativa de comunicar-Se aos homens e amá-los, ou seja, o homem só o é, enquanto fruto do amor inesgotável de Deus.
A criação do homem é algo querido por Deus, para que este busque conhecê-Lo, conhecendo-O o ame com todas as suas forças, de toda sua alma e de todo o seu coração, abrindo-se para uma relação dialógica e amorosa com o Pai, em Jesus Cristo, por meio do seu Espírito Consolador.
Segundo Borobio:
A polarização cristológica supõe a cristologização sacramental (realizada em sentido estrito no sacramento cristão), e esta implica a plenitude referente e atualizadora do mistério de Cristo. Por isso mesmo cremos que se pode afirmar que o matrimônio cristão é “anamnese”, não só do amor de Cristo à Igreja, mas também da história de amor esponsal de Deus com seu povo, desde a mesma criação do mundo.[1]
A vida do casal não é algo solitário, mas a partir do momento que se unem em matrimônio adentram também na história da salvação, assumindo a aliança de Deus com o seu povo e com a humanidade inteira, participando efetivamente do mistério pascal de Cristo. Por conseguinte participam também da morte de Cristo na cruz, prova real do amor de Deus por cada ser humano. “Em Cristo o amor vence a morte, e esta vitória se manifesta na ressurreição. Em Cristo o amor se faz vida, dom e resposta para o amor matrimonial e universal”,[2] ou seja, o batizado vive imerso no mistério pascal de Cristo, logo, os cônjuges ao se unirem também vivem esta realidade mistérica, de modo sempre atual, por meio da união, do amor fidelíssimo e a entrega de Cristo na cruz por amor à humanidade.


[1] BORÓBIO, Dionísio. Matrimônio. In. A celebração na Igreja. V. 2. São Paulo: Loyola, 1993, p. 471-472.
[2] Ibid., p. 472.

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