terça-feira, 30 de outubro de 2012

A dimensão escatológica do matrimônio


Autor: Antonio Dias da Costa.
4º ano de Teologia - UNISAL
A dimensão escatológica do matrimônio
A Igreja é no mundo não algo em si mesma, caso contrário perderia seu sentido e sua presença seria ofuscada pelas adversidades da vida, mas ela transcende a si mesma, ou seja, ela é “sinal e instrumento sacramental, antecipação simbólica da reunião e reconciliação final e da paz escatológica entre os povos”,[1] ou seja, o matrimônio como sinal sagrado evidencia esta abertura e esperança escatológica.
No Evangelho de São Marcos 2, 19s Jesus responde aos fariseus com a dimensão da festa dos noivos, simbolizando que aquele momento também pode ser um sinal ou um meio de participar da alegria e da plenitude dos tempos.
Em Mateus 22, 1-4 no banquete nupcial vemos diversos traços alegóricos para trabalhar a questão do juízo final. Por isso, celebrar bem um matrimônio cristão tem a perspectiva de estar celebrando antecipadamente as bodas escatológicas.
Segundo Kasper:
A glorificação escatológica de Deus significa, por conseguinte, humanização do ser humano. Por isso, a reserva escatológica é, simultaneamente, a fonte da liberdade cristã dentro do matrimônio; é ela que estabelece a constante ligação dos cônjuges com Deus, impedindo que escravizem mutuamente.[2]
O matrimônio é algo transitório deste mundo que também o é. Logo, ele tem que estar de acordo com os preceitos que levem o casal não a um sofrimento humano, que aniquila a sua liberdade, mas deve-se perceber as riquezas e valores deste sacramento, levando o casal à sua plenitude na liberdade de filhos de Deus.



[1] KASPER, Walter. A dignidade sacramental do matrimônio. In: Teologia do matrimônio cristão. São Paulo: Paulinas, 1993, p. 44.
[2] Ibid., p. 45.

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