sábado, 15 de junho de 2013

DIGA A ESSA GERAÇÃO QUE AVANCE (EX 14,15)

           Olá galera jovem! “Dizem que o sol deixou de brilhar. Que as flores mais belas não perfumam mais. Os jovens teriam deixado de amar, de crer na esperança de poder mudar. Que as lutas e os sonhos o vento espalhou, e que envelheceram as forças do amor. Se fosse assim que digam vocês de quem é o rosto que ainda sorri. De quem é o grito que nos faz tremer defendendo a vida, o modo de ser. De quem são os passos marcados no chão, unindo o compasso de um só coração.
          Esses versos nos inspiram a perceber a riqueza e a complexidade do ser jovem. A juventude é a fase do ciclo da vida em que se concentram os maiores problemas e desafios, mas é, ao mesmo tempo, a fase de maior energia, criatividade, generosidade e potencial para a renovação da sociedade e da Igreja. Ela é de fundamental importância para qualquer país, para qualquer organização. Não que a juventude tenha grandes experiências, mas é o grupo que renova, que questiona. É a juventude que capta as mudanças que estão acontecendo na cultura, na sociedade com mais facilidade. Qualquer país que não invista na juventude, não tem futuro. Não há futuro para a Igreja, se também não investir na juventude. Se quisermos dar resposta a novos tempos, novas épocas, a juventude é futuro.
         Vemos hoje em dia uma juventude muito sofrida, mais do que em qualquer outra época. As famílias estão cada vez mais complicadas. Encontramos nas periferias das cidades uma juventude com muitas cicatrizes emocionais, uma juventude muito controlada pela mídia. Toda a questão da sociedade de consumo, uma juventude diferente do que outras épocas. Por exemplo, tivemos nos anos 60 e 80 uma juventude revolucionária, com vontade de construir uma sociedade nova, lutando por justiça, pelos oprimidos.
          Hoje em dia você tem uma juventude mais voltada para os seus problemas pessoais. Que freqüentemente não tem sonhos, que vive muito o presente, quer ter sensações fortes, onde o importante são os sentimentos.  Ainda, como bem nos lembrou Bento XI, uma juventude marcada pelo ‘medo de sobrar’, por causa do desemprego, o ‘medo de morrer precocemente’, por causa da violência e o ‘medo de estar desconectado’.

      Mas, ao mesmo tempo, a juventude tem uma característica que a diferencia dos adultos, por exemplo, a juventude muda com muita facilidade. Então, com uma boa metodologia conseguiremos penetrar a casca do individualismo que está tão forte hoje em dia, e despertar a chama de idealismo que está dentro de todo o jovem. O desafio nosso é devolver aos jovens a esperança, ajudá-los a sonhar de novo. “Diga a essa geração que avance” (Ex 14,15).

Nenhum comentário:

Postar um comentário