quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O PURGATÓRIO

O PURGATÓRIO

DISSE JESUS: “Quem blasfemar contra o Espírito Santo, não receberá o perdão, nem neste mundo, nem no mudo que há de vir” (Mateus 12, 32). Nesse versículo Jesus mostra que depois da nossa passagem pela terra podemos ainda ser perdoados no mundo que há de vir, exceto, o pecado contra o Espírito Santo.

Esse lugar que podemos ser purificados dos pecados veniais a Igreja Católica no século XV,  no Concílio de Florença, chamou de Purgatório, que significa, lugar de purificação, pois Jesus tinha deixado claro: “Os puros de coração verão a Deus” (Mateus 5, 8). Só se vê a Deus com o coração completamente puro.

 “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.  A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica 1030-1031).

Já os que morrem em pecado grave: aborto (praticou, mandou praticar), assassinato (direto ou indiretamente), adultério, apostasia (apostatar, rebelar-se contra a fé) e os que se recusaram a se converter (endireitar sua vida) e crer em Jesus, estes vão direto para o fogo eterno.

Vão ao purgatório àqueles “que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados”

“Este ensinamento [do purgatório] apóia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: "Eis por que ele [Judas Macabeu) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Macabeus 12,46). Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos: (Parágrafos relacionados 958,1372,1479) (Catecismo da Igreja Católica 1032).

O fato de não constar na bíblia a palavra purgatório não quer dizer que ele não exista, assim como não consta na biblia a palavra Trindade e todos nós cremos que Deus é Uno-Trino. A palavra purgatório não está na bíblia, mas a evidência de um lugar para que sejamos purificados está tanto no Antigo Testamento como nos ensinamentos de Jesus.


Pe. José Carlos de Gois, CRL

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